Após uma breve pausa que teve início em dezembro, a megafábrica de Camaçari, na Bahia, reiniciou suas operações nesta quinta-feira (8). Em pouco mais de três meses funcionando, a unidade já se firmou como a maior instalação produtiva de veículos do continente.

Produção acelerada: 20 mil carros em tempo recorde

Desde a saída da primeira linha de montagem em 9 de outubro do ano passado, a fábrica não parou de crescer. Entre os modelos fabricados, destacam-se o Dolphin Mini, King e Song Pro, que juntos somam quase 18 mil veículos produzidos até o momento. A expectativa é que, até o final de 2025, a produção alcance a marca simbólica de cerca de 20 mil carros totalmente fabricados na Bahia.

O esforço e a dedicação da equipe responsável pelo sucesso dessa produção foram ressaltados por um dos responsáveis pela área comercial e marketing da empresa no Brasil. Para ele, o resultado exemplifica o compromisso em entregar veículos eletrificados, seguros e tecnologicamente avançados, feitos por trabalhadores locais, o que reforça o orgulho de um produto nacional.

Plano estratégico para 2026: superar o fim dos incentivos

Com a descontinuação dos incentivos tarifários para importações, a produção local em Camaçari se tornou um diferencial crucial para manter os carros competitivos no mercado brasileiro, sobretudo em comparação com concorrentes que ainda dependem de importações.

Para o próximo ano, a estratégia inclui a ativação completa de processos como soldagem, estamparia e pintura, além da ampliação da nacionalização de componentes por meio de fornecedores locais. Isso deve garantir maior autonomia e reforçar a presença da fábrica no setor automotivo.

O impacto da fábrica na mudança da percepção sobre carros elétricos no país também foi destacado. Segundo a liderança da empresa, a unidade de Camaçari, por ser a maior estrutura automotiva do continente, foi decisiva para quebrar preconceitos e conquistar a preferência do consumidor brasileiro. Em 2026, essa capacidade produtiva será vital para manter a competitividade frente ao fim dos incentivos às importações.

Geração de empregos: 5 mil vagas até o final do ano

A retomada da produção traz também perspectivas positivas para o mercado de trabalho local. Atualmente, o complexo emprega mais de 2 mil pessoas, mas a expectativa é que, com a expansão das operações em 2026, esse número chegue a 5 mil colaboradores.

Esse crescimento consolida a Bahia como um polo de inovação tecnológica e automotiva, impulsionando a economia regional e fortalecendo o setor nacional.

Você acredita que os carros elétricos vão se tornar a principal escolha dos brasileiros em 2026, ou a infraestrutura de recarga ainda é um desafio a ser superado?

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