O possível fechamento da agência 7689 do Banco Itaú Unibanco, localizada na Avenida 28 de Setembro, em Camaçari, acendeu um sinal de alerta na cidade. Frente a essa perspectiva, a Prefeitura promoveu uma reunião no gabinete do prefeito Luiz Caetano para discutir alternativas e os impactos dessa medida.

Encontro com diversos setores

Ao lado de representantes do banco, participaram do encontro dirigentes sindicais e membros de movimentos de trabalhadores. O objetivo principal foi abrir um canal de diálogo para avaliar as consequências econômicas e sociais do encerramento da agência.

Impacto sobre trabalhadores e comércio

Desde o início, o prefeito destacou a importância de considerar os efeitos diretos dessa decisão na cidade. Camaçari, caracterizada por seu crescimento contínuo e vigor econômico, depende do atendimento presencial para garantir o suporte a trabalhadores, comerciantes e à população em geral.

Por sua vez, o banco comunicou que o possível fechamento faz parte de um processo de reestruturação, alinhado à expansão dos serviços digitais e às novas tecnologias.

Atendimento a mais de 10 mil clientes e grandes empresas

A liderança do sindicato dos bancários enfatizou que a mobilização busca preservar empregos e garantir o atendimento à comunidade local. A agência em questão atende diretamente mais de 10 mil clientes, além de empresas de grande porte instaladas na região, como a Build Your Dreams (BYD) e a Deten Química, desempenhando papel essencial na economia do município.

Também foram mencionados grupos vulneráveis, como aposentados e beneficiários de programas sociais, que ainda dependem do atendimento presencial. O encontro avançou com a abertura de um diálogo construtivo entre sindicato, banco e poder público para tentar manter a unidade aberta.

Histórico preocupante

O diretor jurídico do sindicato chamou a atenção para um cenário preocupante, ressaltando que, nos últimos oito anos, oito agências bancárias foram fechadas em Camaçari, tanto na área central quanto na orla. Esse movimento afeta diretamente o comércio local, os trabalhadores informais e principalmente os aposentados, que necessitam de um atendimento mais personalizado.

Além disso, Camaçari passou a absorver a demanda da cidade vizinha, Dias d’Ávila, que atualmente não conta com nenhuma agência do Banco Itaú.

Posição firme da Prefeitura

O secretário de Relações Institucionais reforçou a oposição da administração municipal ao encerramento de mais uma agência. Ele destacou o crescimento populacional acelerado e a chegada de novos empreendimentos que aumentam a demanda por serviços presenciais na cidade.

Com maior crescimento demográfico da Bahia e expectativas de expansão significativa, a saída dessa unidade bancária representa uma perda considerável para a população e o setor empresarial. A gestão municipal expressou total apoio à luta pela manutenção da agência.

Também participaram da reunião a secretária da Mulher, o chefe de Gabinete e uma representante do Conselho Fiscal, que atua como funcionária do banco.

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