Um centro de reabilitação em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, está sob suspeita devido a denúncias que apontam maus-tratos e condições precárias de higiene no atendimento aos pacientes.

Histórico e situação atual

O Centro Terapêutico Família Camaçari, inicialmente localizado em Itacimirim, recebia tanto homens quanto mulheres que precisavam de tratamento psiquiátrico ou para dependência química. Porém, relatos indicam que o local não oferecia a estrutura mínima necessária para cuidar adequadamente desses pacientes.

Falta de profissionais e maus-tratos

  • Não havia médicos, enfermeiros, técnicos ou psicólogos disponíveis para acompanhar os internos.
  • Um familiar de um paciente, encaminhado judicialmente para tratamento na clínica, denunciou que o rapaz sofre agressões físicas e permanece trancado no quarto por longos períodos.
  • Familiares já acionaram a Justiça solicitando a transferência do paciente para um ambiente familiar, onde possa receber atendimento mais humano e digno.

Ambiente insalubre e denúncias acumuladas

  • Mais de 80 boletins de ocorrência foram registrados contra o centro e seu proprietário na 33ª Delegacia Territorial.
  • Imagens obtidas mostram colchões danificados espalhados pelo local, sujeira intensa e situações que afetaram até a saúde dos pacientes, como a necessidade de raspagem do cabelo de uma interna devido à falta de higiene.

Investigações e processos legais

  • O dono da clínica responde a um processo por estupro. Um juiz determinou que a Polícia Civil realize diligências em 60 dias, com acompanhamento do Ministério Público.
  • Há também outro processo contra ele por redução à condição análoga à escravidão e crimes contra a liberdade pessoal. O inquérito relacionado deveria ter sido concluído até 10 de março.

Posicionamentos e tentativas de contato

  • O advogado do proprietário informou que não se manifestará publicamente, deixando os esclarecimentos para o decorrer do processo judicial.
  • Até o momento, a direção do centro e as autoridades como o Ministério Público e a Polícia Civil não forneceram respostas sobre o caso.

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