Professores da rede pública municipal de Camaçari promoveram uma manifestação durante a 11ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, nesta quinta-feira (9), em busca de agilidade na votação do Projeto de Lei nº 1195/2026. Esse projeto trata do reajuste salarial da categoria e estava em análise no plenário da Casa Legislativa, reunindo educadores e representantes sindicais. O ato, no entanto, foi marcado por um momento de tensão quando o vereador Jamessom (PL) rasgou o contracheque da presidente do Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal, Sara Santiago Carneiro.

Principais reivindicações

  • Aceleração na tramitação do projeto que modifica o Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos do magistério.
  • Reajustes salariais que variam entre 5,4% e 10,36%, conforme a letra e o nível dos profissionais.
  • A reclamação dos educadores se baseia na demora da análise do projeto, atualmente parado na Comissão de Finanças e Orçamento, sob relatoria do vereador responsável pela polêmica.

Conflito no plenário

Durante a manifestação, Sara Santiago exibiu seu contracheque para o vereador, que, em reação, o rasgou. Esse gesto gerou revolta imediata entre os presentes, intensificando o clima de tensão no ambiente. A presidente do sindicato classificou o ato como uma violência, ressaltando a agressão de um homem contra uma mulher e cobrando uma postura oficial da Câmara.

Reação institucional e acordos

Após o incidente, o presidente da Câmara suspendeu temporariamente a sessão para possibilitar um diálogo entre os representantes dos professores e os parlamentares. No encontro, ficou definido que o projeto seguirá na Comissão de Finanças e Orçamento para análise e que serão realizadas duas sessões extraordinárias virtuais na sexta-feira (10), com o objetivo de discutir e votar a proposta em dois turnos.

Posição do relator

O vereador responsável pela relatoria explicou que o projeto apresenta falhas técnicas que precisam ser sanadas antes da votação final. Ele mencionou divergências apontadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e destacou que o parecer será concluído somente após uma análise mais detalhada do Plano de Carreira.

Confrontos e declarações

Durante a sessão, o parlamentar criticou a pressão exercida pela classe docente e reforçou que a mobilização não irá interferir no ritmo do processo legislativo. Em um momento de maior tensão, afirmou que as provocações poderiam levar a uma ampliação do exame do projeto.

Análises públicas

Nas redes sociais, o vereador comentou que a relação próxima entre o sindicato e o executivo municipal atrapalha o andamento do projeto, ressaltando que o sindicato não deveria agir como um braço do prefeito. Segundo ele, a Comissão de Constituição e Justiça identificou problemas no projeto enviado pelo Executivo, que ainda não estaria pronto para votação. Acrescentou que tais correções são essenciais para atender aos interesses dos professores.

Controvérsias e críticas municipais

Em outro vídeo divulgado em suas redes, o vereador afirmou não ter intenção de pedir desculpas pelo episódio ocorrido, criticando a gestão da educação na cidade. Ele destacou problemas na infraestrutura das escolas, como a falta de uniformes há mais de um ano e quatro meses e a carência de material escolar. Reforçou que cabe ao prefeito oferecer respeito tanto à categoria quanto aos estudantes e mencionou a insatisfação geral das famílias com a administração educacional municipal.

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