Na manhã de sábado, moradores do Rancho Alegre, comunidade situada em frente ao Emissário de Arembepe, em Camaçari, se reuniram para uma manifestação na rodovia BA-099, também conhecida como Linha Verde, próximo ao Canto de Arembepe.

Motivações do protesto

  • A principal reivindicação é a falta de pavimentação asfáltica nas ruas da comunidade.
  • Durante os períodos chuvosos, a lama torna as vias praticamente intransitáveis, dificultando a locomoção.
  • Outro problema sério é a ausência de creches na região.
  • Idosos relatam receio de sair de casa quando a chuva chega, devido às condições precárias do entorno.

Promessas não cumpridas

Os manifestantes afirmam que a situação é conhecida pela administração municipal, que esteve na comunidade durante a campanha eleitoral, comprometendo-se a atender às demandas locais. Mesmo com reuniões recentes entre representantes do Rancho Alegre e a gestão, as reivindicações permanecem ignoradas.

Segundo relatos de moradores, embora vereadores tenham visitado o local para registrar ações em vídeo, a população continua esperando por melhorias reais.

Dinâmica da manifestação

  • O protesto foi pacífico e contou com o apoio da Polícia Rodoviária Estadual, que auxiliou no controle do tráfego.
  • Durante o evento, uma das faixas da rodovia foi liberada para minimizar o impacto no trânsito.
  • Moradores exibiram cartazes e faixas exigindo atenção do poder público, com mensagens como: “Até quando vamos viver no lixo e na lama?”, “O Rancho Alegre existe! Olha nós aqui!”, e pedidos por iluminação, asfaltamento e coleta regular de lixo.

Vozes da comunidade

Uma moradora destacou que o protesto foi um reflexo do abandono enfrentado no dia a dia. Ela ressaltou que a ausência de infraestrutura básica, como creches e ruas pavimentadas, compromete a mobilidade, especialmente nos dias chuvosos.

“Estamos esquecidos. Não temos creches, nem asfalto. A estrada é precária e os idosos têm medo de sair de casa quando chove. Já realizamos manifestações anteriormente e, embora uma máquina tenha sido enviada para fazer reparos superficiais, nada de concreto foi realizado”, contou.

A mesma representante da comunidade relatou que, durante encontros com o prefeito há cerca de um ano, foram feitas promessas que não se concretizaram. Ela também criticou o uso político da situação, apontando que vereadores visitam o bairro apenas para gravações, enquanto as necessidades permanecem sem solução.

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