O projeto que autoriza a adesão de Camaçari ao consórcio responsável pela gestão da nova Policlínica Municipal tem gerado um acirramento das disputas políticas na cidade. A demora na tramitação da proposta na Câmara de Vereadores é vista por aliados da atual administração como uma estratégia articulada para favorecer interesses políticos locais.
Detalhes do projeto
- Enviado pelo Executivo no dia 11 de maio, o projeto visa formalizar a parceria entre a Prefeitura e o Governo da Bahia para o custeio compartilhado e a operação da unidade.
- Atualmente, o andamento está parado na Comissão de Finanças e Orçamento, impedindo a votação do projeto em plenário.
- Os membros dessa comissão são vereadores que atrasam a análise da proposta, segundo aliados do prefeito.
Impactos do atraso
- A tramitação lenta acontece em um momento crucial, já que a legislação eleitoral proíbe candidatos de inaugurarem obras públicas a partir de 4 de julho, visando as eleições de outubro.
- O atraso pode impedir a participação do governador na entrega do equipamento, o que teria relevância política para a atual gestão.
Medidas da prefeitura
- Diante do impasse na Câmara, o prefeito anunciou que a policlínica será inaugurada até o final de junho, mesmo sem a formalização do consórcio.
- Nesse primeiro momento, o município assumirá integralmente os custos para garantir o início dos atendimentos.
Importância da policlínica
- Considerada um dos principais investimentos recentes na área da saúde em Camaçari, a obra já está com 97% da construção concluída.
- A unidade terá capacidade para realizar aproximadamente 54 mil atendimentos mensais, incluindo consultas, exames e procedimentos especializados.





