Durante uma plenária do Programa de Governo Participativo em Camaçari, o senador Jaques Wagner destacou a importância da tecnologia avançada no enfrentamento ao crime organizado. Para ele, estratégias de segurança pública eficazes vão além do simples endurecimento das ações policiais. “Endurecer é necessário, mas isso precisa andar de mãos dadas com inteligência. Afinal, o crime organizado também se vale da tecnologia, usando bancos virtuais para lavagem de dinheiro”, afirmou.
Inovações tecnológicas no combate ao crime
Entre as ferramentas citadas, Wagner ressaltou o sistema de câmeras criptografadas implantado na Bahia. Desde a implementação, já foram identificadas quase 6 mil pessoas com mandados de prisão ativos, incluindo foragidos de outros estados. Só em 2026, mais de 1.500 indivíduos foram presos graças a essa tecnologia.
Queda dos índices de violência
Os avanços tecnológicos acompanham a redução dos índices criminais na região. Em 2025, os homicídios tiveram uma queda próxima a 10%, superando a média nacional, que foi de 8,2%. O homicídio doloso recuou ainda mais, apresentando redução de 12,6%. No primeiro semestre de 2026, a redução foi de 20,5%, chegando a 30% em Salvador e registrando o quarto ano seguido de diminuição dos casos.
Investimentos e estrutura
Esses resultados refletem o trabalho de mais de 11 mil profissionais contratados desde 2023, entre policiais, peritos e bombeiros. Foram investidos R$ 1,3 bilhão e realizadas cerca de 500 operações contra facções apenas nos primeiros seis meses deste ano.
Críticas à oposição
O senador criticou a oposição que fala sobre segurança sem apresentar resultados concretos. Lembrou que um ex-prefeito de Salvador prometeu contratar 3 mil guardas municipais, mas não efetivou nenhuma contratação. “É hora de despertar para a realidade”, alertou.
Prioridade para obras e trabalho
Além disso, Wagner ressaltou que discursos vazios não solucionam os problemas da população. “O povo quer realidade, quer trabalho”, disse, mencionando grandes obras realizadas pela atual gestão, como a retomada do metrô em Salvador, a construção da nova rodoviária e a implementação do VLT, todas paralisadas ou atrasadas por anos antes de serem reassumidas por sua administração.





