Flávio Bolsonaro é intimado a entregar passaportes por ordem do STF
Senador Flávio Bolsonaro deve entregar passaportes por ordem do STF em investigação de lavagem de dinheiro.
O senador Flávio Bolsonaro foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes em 24 horas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida faz parte de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas e plataformas de pagamento.
Medidas e proibições na investigação
Além da entrega dos passaportes, Flávio está proibido de manter contato com o advogado Willer Tomaz, que também é investigado no mesmo inquérito. A decisão foi motivada por um procedimento da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, que identificou movimentações financeiras suspeitas e relações comerciais entre o senador e o advogado.
Entre as provas analisadas está uma conta bancária vinculada à empresa Alcazar Holdings, ligada a Willer Tomaz, onde Flávio tinha acesso privilegiado. A Polícia Federal investiga se houve movimentações financeiras feitas pelo senador nessa conta.
Contexto político e reação de Flávio Bolsonaro
Flávio afirmou que foi abordado por agentes da Polícia Federal ao sair de casa, em Brasília. Ele negou intenção de deixar o país e classificou a intimação como tentativa de intimidação, alegando motivação política após as eleições. A decisão veio após declarações do irmão dele, Eduardo Bolsonaro, que sugeriu a saída do país em caso de derrota eleitoral.
Outras investigações envolvendo Flávio Bolsonaro
O senador também é alvo de outro inquérito no STF que apura suspeitas sobre o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga a participação de Flávio na obtenção de recursos para a produção, incluindo negociações com um ex-banqueiro.
O prazo para essa investigação foi recentemente prorrogado para permitir novas diligências, como análises financeiras e cooperação internacional. Flávio nega irregularidades nesse caso e afirma que os recursos eram de origem privada.
Mandato e continuidade das investigações
Apesar da derrota eleitoral, Flávio Bolsonaro permanece no mandato até fevereiro de 2027. O STF decidiu que investigações relacionadas a crimes cometidos durante o exercício do cargo podem continuar na Corte mesmo após o fim do mandato, o que pode se aplicar aos casos do senador.
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