Entre o início de 2023 e fevereiro de 2026, a administração da Bahia realizou 207 transações financeiras com o Banco Master. Ao todo, esses pagamentos somam R$ 49,2 milhões. O ano de 2024 foi o mais expressivo, com R$ 47,4 milhões direcionados a operações relacionadas à antecipação de recursos provenientes dos precatórios do Fundef, fundo destinado ao desenvolvimento e valorização da educação fundamental.

Investigações e Suspeitas de Irregularidades

Essas operações financeiras têm chamado atenção diante de denúncias recentes sobre um esquema de pagamento de propina. A suspeita envolve o ex-CEO do Banco Master, que supostamente facilitava repasses para empresas com participação oculta de políticos.

As apurações indicam que uma das companhias favorecidas está registrada em nome da esposa de um secretário estadual da Bahia, figura com ligações próximas ao diretório local do partido que atualmente governa o estado.

Envolvimento de Liderança Oposicionista

Além disso, o caso inclui um político proeminente da oposição: o ex-prefeito de Salvador, que atualmente atua como vice-presidente de uma sigla nacional, foi contratado pelo Banco Master para prestar consultoria. O contrato firmado entre as partes alcança o montante de R$ 3,2 milhões.

Até o momento, o governo estadual não divulgou nenhuma declaração oficial explicando os critérios adotados para a seleção do banco que intermediou as operações de antecipação dos precatórios. As investigações seguem em curso, buscando esclarecer as relações financeiras e políticas envolvidas.

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