A Prefeitura de Camaçari, localizada na Região Metropolitana de Salvador, efetuou, na sexta-feira, 10, o pagamento das horas extras e gratificações aos professores da rede pública municipal. Essa ação atende a uma decisão dos próprios educadores, que, em assembleia, definiram o prazo para o recebimento dos valores.
Reajuste Salárial
Os índices de aumento variam entre 5,4% e 10,36%, de acordo com o nível e a categoria do profissional. Esses reajustes marcam o começo da recomposição da carreira dos professores, corrigindo quase uma década sem valorização adequada. O cálculo inclui a atualização da tabela do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), além do percentual do piso do magistério.
Contexto da Valorização
- Durante oito anos do governo anterior, os professores não tiveram reajustes salariais.
- O plano de trabalho dos docentes esteve congelado nesse período.
- Só houve reajustes mínimos para acompanhar o piso federal, sem avanços reais.
- Neste governo, foi aberta negociação com o sindicato para revisar o PCCV e promover avanços salariais.
- No ano passado, todos receberam o piso atualizado de forma linear; neste ano, houve um aumento ainda maior.
Dificuldades na Aprovação
Apesar do pagamento das horas extras e gratificações, o reajuste salarial e os valores retroativos ainda não puderam ser pagos. Isso porque o Projeto de Lei que autoriza esses reajustes não foi votado pela Câmara Municipal, inviabilizando a inclusão dos novos valores na folha de pagamento.
Protesto e Conflito na Câmara
Na quinta-feira, 9, professores da rede municipal ocuparam o plenário da Câmara de Vereadores para cobrar a votação urgente do projeto. Eles alegaram que o texto estava parado na Comissão de Finanças e Orçamento, supostamente em razão da falta de vontade política de vereadores da oposição.
Durante a mobilização, houve um incidente envolvendo a presidente do Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec), Sara Santiago Carneiro, e um vereador da oposição. Ela apresentou seu contracheque ao parlamentar, que o rasgou na sequência, gerando revolta entre os presentes.
O prefeito de Camaçari criticou a atitude, classificando-a como uma violência contra a dirigente sindical e uma desrespeitosa demonstração de desespero político.





