Durante uma sessão na Câmara de Vereadores de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, um vereador protagonizou um episódio controverso ao rasgar o contracheque de uma professora da rede municipal diante dos presentes. O fato aconteceu em meio à pressão de educadores que lotavam o plenário, cobrando a aceleração do projeto de lei que prevê o reajuste salarial da categoria.

Contexto da Mobilização

  • Professores denunciaram que o projeto está parado na Comissão de Finanças e Orçamento, o que motivou a mobilização na Câmara.
  • Durante a sessão, a presidente do sindicato local da categoria exibiu seu contracheque para o vereador envolvido, que prontamente rasgou o documento e atirou os pedaços em sua direção.

Proposta de Reajuste Salarial

  • Em assembleia, realizada em 10 de março, os professores aprovaram a proposta de reajuste oferecida pela prefeitura.
  • O índice de aumento varia entre 5,4% e 10,36%, dependendo da letra e do nível de cada profissional.
  • Os percentuais refletiram a recomposição da tabela do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) e o reajuste do piso nacional do magistério.
  • Essa proposta foi construída com base em estudos feitos em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, buscando reparar perdas acumuladas na última década.

Posicionamentos Oficiais

  • A prefeitura ressaltou que fez seis propostas durante as negociações e segue aberta ao diálogo com a categoria.
  • O sindicato classificou a atitude do vereador como “absolutamente repugnante”, destacando o desrespeito à categoria e, em especial, às mulheres.
  • Também acusou o vereador de tentar atrasar a análise do projeto por interesses políticos, apontando uma estratégia de dilação embasada em pareceres encomendados por uma empresa contábil contratada pela Câmara.

Reações e Desdobramentos

  • O presidente da Câmara repudiou o incidente e garantiu que serão tomadas as medidas cabíveis.
  • Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador apresentou sua visão dos fatos, negando qualquer intenção de impedir o reajuste.
  • Ele explicou que o projeto da prefeitura apresenta inconsistências que precisam de correção, mencionando ao menos 13 pontos que demandam ajustes, entre eles o Artigo 2º, que, segundo ele, poderia afetar direitos dos professores, sendo posteriormente modificado.

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