Foi comemorado recentemente o quinto mês desde a retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), situada em Camaçari. Com um aporte financeiro que já ultrapassa R$ 100 milhões, a unidade funciona atualmente com 90% da capacidade total instalada, contribuindo com 900 empregos diretos e cerca de 2.700 indiretos.
Importância para a agricultura nacional
O Brasil, reconhecido como um dos principais produtores mundiais de alimentos, fibras e fontes de energia renovável, reforça a necessidade de ampliar a produção local de insumos agrícolas. A dependência de fertilizantes importados — que cobre cerca de 90% do consumo — é um desafio para o setor, o que torna essencial a autonomia na fabricação desses produtos essenciais.
Parceria estratégica local e nacional
A colaboração entre a Prefeitura de Camaçari, o Governo do Estado da Bahia e a União foi destacada como fundamental para o sucesso da reativação da Fafen. O prefeito da cidade enfatizou a relevância econômica desse retorno, ressaltando a importância de reduzir a dependência de fertilizantes importados e o impacto positivo para a região.
Investimentos públicos e impactos econômicos
- O projeto faz parte do Novo PAC de fertilizantes, contemplando investimentos totais próximos a R$ 5,9 bilhões.
- Visa recuperar a capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados.
- Tem como objetivos diminuir a vulnerabilidade externa e reforçar a segurança alimentar do país.
Desenvolvimento social e econômico local
Na mesma cerimônia, o governador da Bahia ressaltou o caráter social e econômico da iniciativa, associando a retomada da fábrica à geração de trabalho, à produção de insumos para alimentos e às ações habitacionais na região, promovendo um ciclo positivo para a comunidade.
Capacidade produtiva da Fafen-BA
- Produção de 1.300 toneladas diárias de ureia, equivalente a cerca de 5% da demanda nacional.
- Produção diária de 1.300 toneladas de amônia.
- Produção de 178 toneladas diárias de Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32).
A fábrica havia sido paralisada em 2019, no contexto de um plano de desinvestimentos, e retornou às atividades em janeiro de 2026.
Perspectivas e investimentos futuros
Com um faturamento de US$ 6,2 bilhões registrado no primeiro trimestre de 2026 e reconhecimento como a petroleira mais rentável do mundo, a companhia responsável pela fábrica anunciou planos audaciosos para a Bahia. Entre eles, a manutenção e desenvolvimento de mais de 100 poços de petróleo até 2030, com investimentos diretos que devem alcançar US$ 3,5 bilhões, projetando uma duplicação na produção local de petróleo e gás.
Apoio à cultura e sustentabilidade
Além dos investimentos industriais, houve o anúncio de aportes financeiros voltados ao setor cultural e à sustentabilidade. Entre as iniciativas, está a seleção pública para catadores de materiais recicláveis especializados em óleos e gorduras residuais, além do financiamento de projetos culturais emblemáticos, totalizando R$ 7 milhões.





