Um episódio de agressão envolvendo uma criança com neurodivergência foi registrado dentro da Escola Municipal Monteiro Lobato, em Camaçari. A situação veio à tona quando um pai procurou ajuda na manhã da última sexta-feira (15), relatando que o incidente aconteceu na tarde do dia anterior, durante o período de aula.

Detalhes do incidente

O estudante, que acompanha um neuropediatra e possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) moderado nível 2, foi agredido por outro aluno após uma brincadeira no ambiente escolar. Inicialmente, a criança afirmou que havia sofrido uma queda, mas relatos de colegas revelaram outra versão.

  • Segundo colegas, o agressor teria agarrado o estudante pelo pescoço, arrastado e chutado suas costas.
  • O confronto teria começado durante uma brincadeira com garrafas de água e se agravado devido a um desentendimento.

Condições da criança

De acordo com o laudo médico apresentado, o aluno apresenta:

  • Déficits na interação social
  • Dificuldades na comunicação verbal e não verbal
  • Hipersensibilidade auditiva
  • Seletividade alimentar e interesses restritos
  • Comportamentos repetitivos e pouca percepção de perigo

Ele necessita de acompanhamento multidisciplinar constante e apoio pedagógico especializado.

Ações na escola

O pai relatou que ao buscar informações na escola, conversou com a professora que estava presente no momento. Ela declarou ter tentado intervir, mas estava com uma lesão no ombro, o que dificultou a contenção imediata, e pediu auxílio à direção durante o conflito.

Imagens enviadas mostram marcas vermelhas e hematomas nas costas da criança após o ocorrido.

A escola registrou formalmente o incidente e iniciou o acolhimento das famílias envolvidas. Já houve um atendimento com uma das responsáveis, e uma nova reunião foi dedicada para dar continuidade às tratativas.

Medidas preventivas e acompanhamento

  • Reorganização das turmas para preservar o bem-estar e a convivência entre os estudantes, incluindo possível troca de sala
  • Reforço no acompanhamento pedagógico e comportamental dos alunos envolvidos
  • Monitoramento contínuo da situação pela equipe pedagógica e pela gestão escolar

Reflexões sobre inclusão e apoio

O episódio reacende o debate sobre a preparação das escolas para receber, acompanhar e mediar conflitos que envolvam crianças neurodivergentes. Ressalta-se a importância de profissionais de apoio dentro das salas da rede pública para garantir um ambiente seguro e inclusivo.

O relatório médico reforça a necessidade de inclusão escolar adequada, com suporte pedagógico, presença de auxiliar de desenvolvimento infantil (ADI) e acompanhamento em psicopedagogia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia.

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