A defesa do senador Jaques Wagner informou que as negociações envolvendo o parlamentar e o City Football Group começaram em 2024, antes da operação da Polícia Federal que investigou possíveis irregularidades na relação do senador com o Banco Master. Segundo a defesa, Wagner não tentou vender o terreno em Camaçari após essa ação policial.
Detalhes da negociação do terreno
O imóvel, situado na Região Metropolitana de Salvador, foi negociado com uma empresa que tem como sócio o City Football Group, controlador da SAF do Esporte Clube Bahia, em parceria com companhias do setor imobiliário. O terreno deve fazer parte de um projeto imobiliário que será construído próximo ao futuro centro de treinamento do clube.
Forma de pagamento e documentação
- A negociação, iniciada em 2024 e formalizada em 2025, envolveu um pagamento parcial em dinheiro, já efetuado pelo City Football Group, e o restante por permuta de unidades do empreendimento.
- O acordo incluiu a troca do terreno por lotes do projeto, com um pagamento antecipado de R$ 2 milhões, valor que foi declarado e teve o imposto sobre ganho de capital recolhido corretamente (DARF pago em 30/06/2025).
- A escritura pública foi lavrada em maio de 2026, respeitando a natureza da operação como uma permuta.
Registro do imóvel durante operação da Polícia Federal
Logo após ser alvo da nona fase da Operação Compliance Zero em 18 de junho, o senador registrou em 19 de junho, no 1.º Ofício de Registro de Imóveis de Camaçari, um contrato de compra e venda referente ao terreno de 51 mil metros quadrados adquirido no ano 2000. O cartório registrou a indisponibilidade do imóvel conforme determinação judicial.
Outro imóvel e bloqueio judicial
Além do terreno, Wagner havia acertado a venda de um apartamento em Salvador por R$ 10 milhões, transação registrada em cartório uma semana antes da operação da Polícia Federal. No entanto, o negócio foi bloqueado após ordem judicial, impedindo a transferência da propriedade.
Mesmo com a indisponibilidade judicial dos imóveis determinada pelo Supremo Tribunal Federal, o senador teria recebido ao menos R$ 12 milhões em decorrência dessas transações.





