O prefeito de Camaçari respondeu às críticas sobre longas filas de regulação e a superlotação nos hospitais estaduais durante o programa Política Ao Vivo – Eleições 2026. Ele explicou que essa situação decorre, em parte, da insuficiência da estrutura municipal para atendimento básico, urgência e emergência, o que acaba sobrecarregando as unidades regionais com casos que poderiam ser resolvidos localmente.

Desafios herdados na saúde municipal

Ao assumir a prefeitura, somente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estava em funcionamento na sede de Camaçari. O prefeito ressaltou que esse era um problema antigo e que a rede básica de saúde não cumpria seu papel, aumentando a pressão sobre a regulação estadual. Essa situação foi frequentemente usada para criticar o governo estadual, principalmente com o termo “fila da morte”.

Investimentos e melhorias recentes

  • Manutenção da UPA já existente na sede do município;
  • Abertura de uma nova unidade nos Phocs e de uma UPA pediátrica;
  • Reforma da UPA de Arembepe e do Pronto Atendimento de Monte Gordo;
  • Construção de novas UPAs em Monte Gordo e Abrantes;
  • Implantação da Policlínica, que atende cerca de 500 pessoas por dia com agendamento prévio.

Com essas ações, o prefeito garantiu ter eliminado a antiga “fila da morte”.

Responsabilidade compartilhada na saúde

Essa visão está alinhada com a análise recente do governador do estado, que defende a ampliação do papel dos municípios na atenção primária e no atendimento de casos menos complexos. Segundo ele, muitos pacientes que buscam os hospitais regionais poderiam receber cuidado adequado em UPAs, Unidades de Saúde da Família e outras unidades municipais, reservando os hospitais estaduais para os casos mais graves.

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