Horta escolar de Camaçari vira espaço de ciência e aprendizagem para alunos
Projeto EcoSala transforma horta escolar de Camaçari em espaço de aprendizado prático e cultural para 250 estudantes.
A horta escolar de Camaçari, localizada na Escola Experimental Marina Tavares Cardoso de Assis, no bairro Gleba E, virou um espaço de ciência e aprendizagem para cerca de 250 estudantes. Com o Projeto EcoSala, o ambiente natural é usado para aproximar os conteúdos escolares da prática, envolvendo cultivo de hortaliças, cuidado com animais e até construção de casa de taipa.
Projeto EcoSala e o ensino prático na horta escolar de Camaçari
O EcoSala surgiu do reaproveitamento da horta da escola e foi selecionado pelo Ministério da Educação entre 1.801 escolas. A iniciativa integra plataformas que divulgam práticas pedagógicas ligadas à educação integral e ensino em tempo integral. O projeto atende alunos da Educação Infantil ao Fundamental I, usando o espaço ao ar livre para trabalhar Ciências, Matemática, Língua Portuguesa e cultura, seguindo a Base Nacional Comum Curricular.
Entre as atividades estão o plantio de aipim, banana, plantas medicinais e compostagem. Os alunos também participam da construção de uma casa de taipa, com referências à história africana e quilombola, além de debulhar feijão e preparar alimentos no fogão a lenha.
Aprendizado que envolve animais e cultura local
Na horta escolar de Camaçari, os estudantes acompanham o desenvolvimento de pequenos animais, que inspiram atividades de Língua Portuguesa, como produção de contos e diários. A professora relata que observar o crescimento dos pintinhos ajudou a trabalhar gêneros literários e estimular o respeito pelos bichos.
O projeto também valoriza a participação de alunos com necessidades específicas, promovendo criatividade e convivência. A interação com a natureza tem impacto positivo no desenvolvimento de todos.
Comunidade e saberes tradicionais fortalecem o projeto
O EcoSala envolve a comunidade escolar, com familiares compartilhando conhecimentos que enriquecem as atividades. Mães ajudaram a identificar diferenças entre pintinhos e jabutis, e uma avó trouxe memórias sobre casas de taipa, incentivando o contato direto com o barro.
A terra adubada produzida na compostagem é disponibilizada para moradores cultivarem em casa. Alunos levam para suas famílias técnicas aprendidas, mostrando que a horta escolar de Camaçari ultrapassa os muros da escola e fortalece a ligação entre ensino, cultura e meio ambiente.
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