Uma advogada de 29 anos relatou um grave episódio de violência doméstica que ocorreu em Camaçari. Segundo ela, o ex-companheiro, um comerciante da feira local com envolvimento na política da região, teria perpetrado agressões físicas e usado spray de pimenta contra ela.

Registros Oficiais

O caso está formalmente registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) da cidade. Além disso, a vítima apresentou documentos médicos da UPA da Gleba A que comprovam as agressões sofridas.

Atendimento Médico

Na noite de sexta-feira (15), ela buscou atendimento após relatar fortes dores e ardência no rosto e nos olhos, causadas pelo contato com uma substância química. O registro médico confirmou a agressão por produto nocivo e descreveu os procedimentos realizados, como lavagem ocular e tratamento medicamentoso.

Em declaração ao serviço social da unidade, a mulher afirmou possuir uma medida protetiva contra o agressor desde março deste ano.

Histórico da Relação

  • O relacionamento durou aproximadamente seis meses e havia sido retomado recentemente após um afastamento.
  • O primeiro pedido de medida protetiva foi motivado por ameaças e comportamento agressivo do ex-companheiro.

Detalhes e Desdobramentos

A vítima revelou que, na última semana, aceitou um convite para ficar na casa do ex-companheiro por alguns dias. Após uma discussão na quinta-feira (14), sofreu agressões físicas e conseguiu sair do local. No dia seguinte, notou alguém chutando a porta de seu apartamento. Depois, ao retornar à residência do homem, foi atacada novamente com spray de pimenta e pedras.

Antes de buscar socorro médico, ela conseguiu registrar alguns momentos da agressão por meio de seu celular.

Comportamento do Agressor

Em áudios anexados, a advogada descreve que o ex-companheiro alternava episódios violentos com tentativas de reconciliação. Em uma gravação, o homem diz: “O mundo pra mim é uma guerra, e eu tô no meio dela. Eu sou um guerrilheiro. Qualquer hora eu morro, qualquer hora eu mato.”

Análise dos Materiais

Os documentos médicos, registros policiais e vídeos fornecidos foram analisados e entregues às autoridades competentes. As imagens, apesar de apresentarem baixa iluminação e não esclarecerem todos os detalhes, fazem parte do material submetido para investigação.

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