No sábado, 2 de maio de 2026, foi oficialmente concluída a implantação do Complexo Industrial localizado em Camaçari, iniciativa que teve início em 2021 após a saída da Ford do Brasil. Essa nova unidade representa uma mudança significativa na indústria automotiva nacional ao substituir o modelo tradicional de produção por uma estrutura focada na eletrificação, com forte integração tecnológica e inserção em cadeias globais de suprimentos.
Liderança Global e Expansão Internacional
O presidente global da empresa, engenheiro químico e fundador, é o principal responsável pela estratégia de expansão mundial e pelo avanço tecnológico que alçou a companhia de fabricante de baterias a uma das maiores produtoras de veículos eletrificados do planeta. A estratégia foca na integração vertical e no domínio de tecnologias essenciais.
No comando da operação nas Américas, a vice-presidente executiva e CEO possui formação em estatística e uma trajetória de crescimento dentro da empresa desde a década de 1990, assumindo papéis técnicos, comerciais e estratégicos. Sua especialidade está na expansão internacional, gestão de mercados e desenvolvimento de novos negócios.
No Brasil, a vice-presidência sênior é exercida por um executivo que coordena as operações locais, conduzindo as negociações com órgãos governamentais, supervisando a implantação do complexo em Camaçari e orientando a estratégia de crescimento no mercado nacional, privilegiando a nacionalização da produção e o fortalecimento da marca.
Histórico da Criação do Complexo em Camaçari
A instalação do complexo representa muito mais que a ocupação de um espaço industrial. Trata-se de um processo meticuloso, que envolve desde negociações políticas até a reestruturação tecnológica.
Contexto Inicial: Saída da Ford e Nova Oportunidade
Tudo começou em janeiro de 2021, quando a Ford anunciou a desativação de sua planta industrial no Brasil, o que impactou milhares de empregos na região de Camaçari, um dos principais polos automotivos do país. Nos anos seguintes, o governo estadual iniciou esforços para atrair novos investidores a fim de manter a vocação industrial local. Foi nesse cenário que a empresa, já atuante no Brasil com ônibus elétricos e sistemas solares, decidiu ampliar suas operações.
Aquisição e Negociações em 2023
O passo decisivo ocorreu em 2023, ano em que foi formalizada a compra da planta industrial anteriormente pertencente à Ford em Camaçari. O acordo contemplou:
- Transferência das instalações fabris e da infraestrutura logística;
- Compromissos para investimentos industriais;
- Incentivos fiscais e suporte institucional por parte do governo do estado.
A decisão pela Bahia levou em conta a proximidade com portos, a tradição industrial local e a disponibilidade de mão de obra qualificada.
Modernização e Readequação Tecnológica em 2024
A partir de março de 2024, começaram as obras para adequar a planta às novas demandas da mobilidade elétrica. Essa transformação incluiu:
- Reestruturar as linhas de montagem para veículos eletrificados;
- Instalar sistemas específicos para a montagem de baterias;
- Atualizar padrões de segurança e tecnologias;
- Modernizar equipamentos industriais.
A maior dificuldade foi adaptar uma instalação originalmente projetada para motores a combustão a uma produção focada em automóveis elétricos, que apresentam menor complexidade mecânica, porém maior densidade tecnológica.
Produção Inicial e Fase Piloto em 2025
O marco da operação foi em 26 de junho de 2025, com o começo da montagem dos veículos em regime SKD (Semi Knocked Down). Nos meses seguintes, ocorreram:
- Julho de 2025 – saída dos primeiros carros da linha piloto;
- Outubro de 2025 – inauguração oficial da fábrica;
- Expansão gradual da produção e treinamento das equipes.
Essa etapa contou com forte dependência na importação dos kits da China, combinando componentes locais e importados para ajustar a cadeia produtiva.
Expansão e Consolidação em 2026
Em 2026, o complexo deu início ao processo de consolidação industrial. As ações em andamento incluem:
- Aumento da capacidade de produção;
- Aprimoramento da nacionalização dos componentes;
- Integração crescente de fornecedores locais;
- Preparação para a exportação para mercados regionais.
O grande objetivo é transformar Camaçari em um centro produtivo estratégico para toda a América Latina, reduzindo custos e ampliando a competitividade regional.
Estrutura de Liderança Global e Nacional
A governança da empresa segue o padrão das grandes corporações asiáticas: a direção estratégica está concentrada na matriz, enquanto a execução é descentralizada para as unidades locais.
Comando Mundial
- Fundador e presidente global: principal responsável pela expansão internacional e pelo avanço tecnológico, especialmente em baterias e veículos elétricos;
- Sob sua liderança, a empresa tornou-se uma das maiores montadoras de carros eletrificados no mundo, estruturada em produção verticalizada.
Gestão no Brasil
- Vice-presidente sênior no país: líder das operações brasileiras, coordenando a implantação da fábrica e mantendo diálogo ativo com órgãos governamentais;
- Equipe técnica e industrial alinhada à matriz global para garantir controle e padronização.
Produção Nacional e Portfólio
A planta de Camaçari já montou veículos estratégicos para o mercado local, dentre eles:
Modelos produzidos localmente
- Veículo compacto elétrico de alta demanda;
- SUV híbrido;
- Sedã híbrido.
Estes modelos foram selecionados pela competitividade em preço e potencial de volume, reforçando a estratégia comercial da empresa.
Modelos importados
Paralelamente, são importados veículos mais sofisticados ou ainda sem nacionalização, incluindo versões avançadas de compactos, SUVs e sedãs.
Essa combinação entre produção interna e importação possibilita flexibilidade nas vendas e adaptações na cadeia de suprimentos.
Capacidade e Metas de Produção
A planta foi planejada para crescer em etapas:
- Etapa inicial: 150 mil veículos por ano;
- Fase intermediária: até 300 mil veículos anuais;
- Capacidade máxima planejada: até 600 mil veículos por ano.
O alcance dessas metas depende diretamente do fortalecimento de fornecedores locais e da redução da dependência de matérias-primas importadas.





