Caetano, Ivoneide e Tagner convocam "guerra democrática" e põem Camaçari na linha de frente por Lula no 2º turno
Encontro reuniu os deputados do grupo, celebrou a vitória nas urnas e lançou a meta de mais de 100 mil votos para Lula na cidade
Camaçari não esperou a poeira do primeiro turno baixar. Na manhã desta quarta-feira (7), o prefeito Luiz Caetano (PT) reuniu a deputada federal Ivoneide Caetano, o deputado estadual eleito Tagner e o deputado estadual reeleito Júnior Muniz. Foi um encontro com cara de largada: celebrar o resultado das urnas e convocar lideranças, militância e eleitores para a reta final da campanha de Lula, que vai às urnas no dia 25 de outubro.
O recado foi direto. “O momento é nosso, companheiro. É o momento de guerra democrática. Nós temos que fazer isso todos os dias, até o dia da eleição”, disse Caetano.
Qual é o plano para Camaçari?
O prefeito anunciou uma ofensiva de campo:
- comitês no Centro, nos povoados da zona rural e nas portas das fábricas do Polo;
- ele mesmo pretende ir às portas das fábricas conversar com os trabalhadores;
- um grande ato no Centro de Camaçari no sábado (10).
“Eu estou convidando aqui, com todos vocês, a sociedade toda, para fazer um grande movimento no centro de Camaçari”, afirmou Caetano.
A convocação vem na esteira da carreata que Caetano comandou na segunda-feira (5). Ela foi apresentada como uma das primeiras grandes mobilizações do país em apoio a Lula depois da definição do segundo turno.
Qual é a meta?
Tagner pôs um número na mesa: superar os 100 mil votos para Lula em Camaçari. “A Bahia precisa dar uma diferença nessa eleição. Nós precisamos sair com a tarefa de virar voto e de conseguir pegar o voto de muita gente que não votou no dia da eleição”, afirmou. A estratégia mira dois públicos: quem votou em outro candidato e quem nem foi às urnas.
Recém-eleito para a Assembleia Legislativa, Tagner disse que o resultado do grupo provou a força da articulação. “Quando Caetano faz as contas, quando Caetano monta a estratégia política, dá certo”, disse. Segundo ele, a chapa saiu do primeiro turno com quase 18 mil votos de vantagem sobre o principal adversário na cidade.
Por que o grupo diz que a eleição pesa para a Bahia?
Júnior Muniz lembrou a importância eleitoral da cidade. “Nós não vamos abrir mão aqui de Camaçari de dar maior votação ao presidente Lula”, disse. Ele ligou à parceria entre os governos municipal, estadual e federal investimentos como a chegada da BYD, a Policlínica e a Ponte Salvador–Itaparica.
Ivoneide apostou na conversa olho no olho. Ela defendeu o SUS e pediu cautela ao eleitor. “A gente não pode cair na aventura”, afirmou.
O que muda para o morador?
Até 25 de outubro, Camaçari vai sentir a campanha na rua: comitês nos bairros, nos povoados e nas portas de fábrica, e um ato no Centro já neste sábado. O grupo de Caetano quer transformar a força das urnas do primeiro turno em votos para Lula. A meta é fazer de Camaçari uma das maiores votações do presidente na Bahia.
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