A escritora natural de Camaçari, Clara Pinto, apresenta seu novo livro, “Declarando: Os caminhos que percorri para me encontrar”, que será lançado nesta terça-feira (2) no Teatro Alberto Martins. A obra celebra a sensibilidade feminina e rompe com a ideia tradicional de que a mulher deve ser apenas mãe, esposa e cuidadora do lar. Clara aborda esse tema com uma leveza que, ao mesmo tempo, toca profundamente.
Reflexões da autora
Clara compartilha seus pensamentos sobre a existência, revelando as emoções que atravessam o cotidiano: “Quis trazer os devaneios da nossa vida – as tristezas, as alegrias, as desistências e o surgimento de novos sonhos. Revelar os caminhos que trilhamos e que muitas vezes não são reconhecidos. Há muito foco nas conquistas materiais, nos grandes objetivos, mas e o nosso mundo sensível? O que nos toca e faz o coração vibrar todos os dias?”
Informações sobre o livro
- As edições estão à venda diretamente com a autora, pelo Instagram, ao valor de R$ 45 para moradores da Bahia.
- Para o Sul e Sudeste, a distribuição é feita pela editora responsável pela edição, que também contou com o apoio do artista Gabriel Brito para a ilustração da capa.
Paixão pela arte
Desde a infância, Clara sentiu o desejo de seguir a arte, talento reconhecido pelos pais. “Meu pai dizia que me colocaria no teatro quando eu fosse maior. Sempre tive aptidão para a arte, humor e poesia. No começo, escrevia paródias e, por volta dos 13 anos, comecei a me dedicar às poesias. A arte sempre esteve presente na minha vida e abracei todas as oportunidades que surgiram.”
Origem e evolução do livro
O livro teve sua primeira versão lançada em 2024, fruto da colaboração entre Clara e uma amiga especializada em papelaria personalizada, inicialmente com 20 poemas. Agora, graças ao apoio da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) pelo edital Camaçari Multicultural, o projeto se tornou mais completo, ganhando cor e riqueza visual.
“É um novo livro, com a alma do primeiro, mas com novas asas”, compartilha a escritora.
Inspiração e propósito
Enquanto a versão se renova, a essência permanece: dar voz às mulheres, principalmente negras, a fim de lembrar que por trás das armaduras do cotidiano vivem seres humanos cheios de emoções. A capa, que traz a imagem de uma mulher preta acompanhada de uma onça, simboliza a força e a delicadeza interna.
Clara destaca sua inspiração na sensibilidade feminina negra, ressaltando um espaço sempre negado historicamente a essas mulheres. “Fomos marcadas pelo papel de cuidar dos filhos e netos, manter a família e trabalhar duro, conciliando tantas demandas. Por isso, me pergunto: onde está o lugar para o sensível? Onde estão as dores, as alegrias e os sonhos dessas mulheres?”





