Uma investigação do Ministério Público da Bahia colocou novamente a política baiana sob forte tensão. A operação apura a atuação de uma suposta organização criminosa que teria operado durante cerca de dez anos dentro da Prefeitura de Salvador.
Como resultado da ação, foram afastados dos cargos o secretário municipal de Manutenção, Luciano Sandes, e o vereador George Carlos Reis Pereira, conhecido como Gordinho da Favela. As medidas foram cumpridas na segunda-feira (13).
De acordo com o Ministério Público, os investigados são suspeitos de fraudar licitações, direcionar contratos públicos, superfaturar pagamentos e ocultar a movimentação de recursos municipais.
As investigações apontam que o suposto esquema teria funcionado ao longo de uma década, período que abrange as gestões dos prefeitos ACM Neto e Bruno Reis, ambos do União Brasil. O caso amplia a pressão política sobre a pré-campanha de ACM Neto ao Governo da Bahia.
Outro ponto que chama atenção é o fato de o vereador investigado ser filiado ao PP, mesmo partido do prefeito de Jequié, Zé Cocá, apontado como pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto.
Segundo o Ministério Público, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 38,3 milhões, envolvendo contratos firmados pela Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e pela Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).
Além dos afastamentos, o MP solicitou à Justiça a prisão preventiva do secretário, do vereador e de outras quatro pessoas investigadas. Os pedidos, porém, foram negados pela Justiça.
A investigação segue em andamento e deve continuar produzindo desdobramentos no cenário político baiano.





