LINHA DIRETA
O CASO DA MERENDA MILIONÁRIA
Camaçari amanheceu sob tensão. Viaturas da Polícia Federal romperam o silêncio de um condomínio de alto padrão durante uma operação que investiga um suposto esquema milionário envolvendo dinheiro da merenda escolar na Bahia.
A investigação, batizada de Operação Merenda Digna, apura suspeitas de fraude em contratos emergenciais para fornecimento de alimentos destinados a estudantes da rede pública de Ilhéus. O valor investigado ultrapassa R$ 15,5 milhões.
Segundo a PF, existem indícios de direcionamento de contratos, combinação entre empresas e superfaturamento de produtos básicos da merenda. Alguns itens teriam sido comprados por preços muito acima do mercado. Um dos exemplos citados foi o macarrão, que custaria cerca de R$ 2,99 no comércio comum, mas teria sido adquirido por mais de R$ 11 pela prefeitura investigada.
Mas um detalhe chamou ainda mais atenção dos investigadores…
Entre os alvos da operação estaria um empresário apontado por veículos políticos como ligado ao ex-prefeito de Camaçari, Antônio Elinaldo. Segundo as informações divulgadas, empresas associadas ao empresário investigado teriam fechado contratos milionários com a gestão municipal de Camaçari em 2024 — um deles superior a R$ 10 milhões.
Apesar das citações sobre a ligação política, a Polícia Federal ainda não divulgou oficialmente os nomes dos investigados nem afirmou que Antônio Elinaldo seja alvo da operação. Até o momento, ele não aparece formalmente entre os investigados anunciados pela PF.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Camaçari, Ilhéus, Lauro de Freitas e Itagimirim. Os investigados podem responder por crimes como fraude em licitação, associação criminosa e corrupção.
“Enquanto estudantes esperavam alimentação nas escolas, investigadores suspeitam que milhões podem ter seguido outro destino. Agora, a Polícia Federal tenta descobrir quem realmente lucrou com a merenda das crianças baianas.”





