O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari e vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Júlio Bonfim, trouxe à tona denúncias de assédio moral, discriminação e dificuldades nas condições de trabalho enfrentadas pelos funcionários da fábrica da BYD em Camaçari. Essas declarações surgem em meio às negociações relacionadas à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) entre a empresa e os trabalhadores.
Desigualdade no tratamento aos funcionários
- Trabalhadores brasileiros e chineses recebem tratamentos distintos em alimentação, transporte interno e normas disciplinares.
- Funcionários chineses têm acesso a refeições mais variadas e de melhor qualidade.
- Meios de transporte internos para chineses são considerados superiores aos oferecidos aos brasileiros.
Casos de discriminação na unidade
- Um exemplo citado envolve um trabalhador brasileiro advertido por usar a camisa de um time de futebol durante o expediente, enquanto um colega chinês em situação semelhante não foi reprimido.
- O sindicato enfatiza a necessidade de corrigir essas injustiças para garantir tratamento justo e igualitário a todos os colaboradores.
Denúncias de assédio e problemas no transporte
- O sindicato tem registrado relatos de assédio moral envolvendo lideranças tanto chinesas quanto brasileiras.
- Funcionários enfrentam transporte precário, com relatos de ônibus em más condições, ar-condicionado quebrado e assentos desconfortáveis.
- Alguns trabalhadores chegam à fábrica até duas horas antes do início da jornada, devido à logística dos trajetos.
- Atrasos na saída após o expediente também têm sido registrados.
Negociações e possíveis mobilizações
- As críticas ocorrem no momento em que sindicato e empresa discutem os valores da Participação nos Lucros e Resultados.
- A categoria aguarda uma contraproposta por parte da montadora.
- Há possibilidade de ampliação das mobilizações, incluindo assembleias mais longas e outras ações sindicais, caso as reivindicações não avancem.





